Quinta, 03 Agosto 2017 10:47

Mulher é investigada por usar fotos de bebê em Fernandópolis Destaque

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O final da manhã desta quarta feira (02/08) a Polícia Civil de Fernandópolis começou a investigar uma mulher por ameaçar um bebê de apenas dois meses, de acordo com informações colhidas pela redação do NoticiasNoroeste

com os envolvidos, D.R está sendo acusada pela família do pequeno D. de usar a imagem da criança para ameaçar J.C.F.S., vereador de Nova Castilho. A família do bebê suspeita ainda que a acusada poderia estar planejando um sequestro do bebê, que nas redes sociais era apresentado como Anandha e seria filho dela com o vereador.

Segundo a vendedora M.R., 52 anos, avó paterna de D., a mulher se aproximou da família há três meses, dizendo que vinha de General Salgado e estaria grávida e sozinha. Na ocasião, elas se tornaram amigas e D. acabou iniciando uma relação amorosa com J.C.., irmão de M., que durou por um mês. "Eu nem desconfiava que ela teria intenção de se aproximar da minha nora, que estava quase para ter nenê", disse. Quando D. nasceu, D. ficou muito próxima à criança. "Como ela estava grávida, achamos natural ela querer contato, porque também teria uma criança e ela era praticamente da família", explicou M., que chegou a dar abrigo para D., que estava passando por necessidades financeiras.

No início do mês passado, a mulher disse à M. que havia perdido o bebê e deste então, teria se mudado para a casa de uma amiga e mantinha contato com a amiga apenas pelas redes sociais. "Estava tudo normal, perguntava do D., da minha família, nada de diferente", disse M. D. vive desde que nasceu na casa da avó materna, a esteticista E.G., 38 anos, com a mãe, uma menor de 16 anos. Na madrugada desta quarta-feira, 2, a adolescente recebeu uma solicitação de amizade no Facebook de uma moradora de Nova Castilho, junto a uma mensagem, perguntando se ela era a mãe do D..

A jovem contou à mãe, que foi falar com a mulher e recebeu imagens de compartilhamentos feitos pelo perfil de D. no Facebook, onde D. aparecia como filho de D. e com o nome de Anandha S., além de 'prints' de conhecidos dela questionando a gravidez e a criança. "A mulher me contou que era parente deste vereador e que há algum tempo, a D. estava chantageando ele dizendo que havia tido um filho seu e este filho seria meu neto", contou E.

Ainda segundo a mulher, D. prometia levar a criança para Nova Castilho para que a família do vereador conhecesse o filho dos dois. Nas redes sociais, foi criado um perfil com o nome do suposto bebê, usando a foto de D. com uma montagem em que aparece grávida, um ultrassom e J.C..  Além da foto de perfil, que ainda está disponível no Facebook, é possível ver imagens de sapatinhos de criança, fotos do bebê e até mesmo uma mensagem como se o bebê de apenas dois meses se dirigisse à mãe do vereador, alegando abandono por parte da família.

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A última vez que E. havia visto D. havia sido durante a Expo Fernandópolis, no final de maio. Na ocasião, D. tinha apenas dias de vida e a mulher teria ido a sua casa na madrugada pedindo para passear com a criança. "Ela estava namorando o J.C e ela queria levar ele para passear, mas eu não gostava nem que fotografasse e ela fazia muitas fotos com ele, mais que a família", disse.

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Procurado pela reportagem, o vereador J.C.F.S disse que já fez várias denúncias contra D. e afirmou ter certeza de que não teve filho com ela. "Eu saí com ela duas ou três vezes, em General Salgado, e desde então ela não parou de me chantagear e inventou que teve esta filha comigo, queria me provar a qualquer custo", disse o homem que registrou boletim de ocorrência contra ela na delegacia de General Salgado.

Questionada sobre o caso, D. negou e disse que teve as redes sociais invadidas.

"Para. Parou. Eu perdi a conta. Não quero saber", disse a suspeita à reportagem. Minutos depois, a mulher entrou ao vivo em sua conta no Facebook, fazendo uma live, onde pedia desculpas à família e dizia que não tinha intenção de sequestrar a criança.

A mulher chegou a postar na rede social que estava procurando uma agência de segurança particular.

 

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O caso foi registrado como ameaça no 1º Distrito Policial de Fernandópolis e será investigado pela delegada Maristela Marques Lima Dias. "Precisamos comprovar que realmente este conteúdo foi publicado pela suspeita e se confirmar, ela terá de pagar por uma irresponsabilidade criminal", explicou a delegada, que disse que a mulher poderá pegar pena de um a seis anos de prisão e multa.

 

Diario da Regiao / NoticiasNoroeste / Artur Avila

 

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Ler 1171 vezes Última modificação em Quinta, 03 Agosto 2017 11:12

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