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Alta da carne faz disparar venda de ovos de galinha em Rio Preto

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DIÁRIO DA REGIÃO

O preço da carne vermelha fez aumentar o consumo do ovo de galinha, que passou a ser uma opção de proteína para as refeições das famílias. Distribuidoras de ovos em Rio Preto chegaram a registrar um pico de vendas três vezes maior do que no período pré-pandemia, desde o movimento de alta no preço da carne bovina. Mas, o encarecimento nos insumos para a produção e a maior procura elevou o preço do produto.

Antes da pandemia, o permissionário do Ceasa Júlio Cesar Rodrigues vendia cerca de 1,5 mil dúzias de ovo branco tamanho médio – um dos mais populares – por semana. “No ano passado as vendas começaram a aumentar bastante. Hoje, estamos vendendo entre 2 mil e 3 mil dúzias por semana”, diz.AdChoicesPUBLICIDADE

Ao mesmo tempo em que a procura cresceu, o preço aumentou por conta da demanda. Júlio conta que pagava cerca de R$ 70 por uma caixa de ovos com 360 unidades direto dos fornecedores. No ano passado, chegou a pagar entre R$ 120 e R$ 130. “Hoje o preço recuou um pouco e se estabilizou. Mas ainda está cerca de 30% mais caro do que era antes da pandemia”, diz.

Dono de um comércio que vende ovos no varejo e no atacado, o empresário Claudiomar de Oliveira diz que o aumento na vendas de ovos foi um reflexo direto do preço da carne bovina. “Quando sobe o preço da carne vermelha aumenta a procura por ovos de galinha”, diz. Segundo o empresário, a preferência dos clientes é pelo ovo jumbo. Atualmente, no varejo, a cartela com 30 unidades é vendida a R$ 16. “No começo do ano passado essa mesma cartela saia por R$ 13”.

E o preço da carne continua em alta. No acumulado dos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação nacional no País, acumula alta de 35% no preço da carne vermelha. Os destaques são dos cortes peito (alta de 46,7%), músculo (40,90%), lagarto comum (39,57) e acém (38,34). O preço do ovo de galinha também registrou aumento no período, um pouco mais tímido. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 3,66%.

Depois de registrar um período de bastante aquecimento, o vendedor ambulante Paulo Vieira Silva diz que o volume de vendas começou a desacelerar, mas o valor não caiu na mesma velocidade. Há cerca de dois anos, ele percorre de carro as ruas da região norte de Rio Preto para anunciar a venda do produto. “Cheguei a vender cinco caixas em um dia bastante atípico. Agora, como a concorrência aumentou, a média e vendas é duas ou três por dia”.

Consumo

De acordo com a edição de 2021 do relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal, o consumo de ovo cresceu 70% nos últimos dez anos no Brasil. Em 2020, em média, cada brasileiro consumiu 251 unidades de ovo. Há dez anos, o consumo médio era de 148 unidades.

No ano passado, 99,69% da produção nacional foi destinada ao mercado interno. O estado de São Paulo é responsável por 29,83% da produção nacional. Apenas 0,31% foi exportado para o exterior – entre os principais destinos estão o Emirados Árabes (54,1%) e a Argentina (7,3%).
Júlio César vende cerca de 2,5 mil dúzias de ovo por semana Júlio César vende cerca de 2,5 mil dúzias de ovo por semana – Johnny Torres 12/5/2021

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