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Após perderem pai em acidente, mãe, avó e tia de trigêmeos morrem de covid-19 em Parisi

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A covid-19 trouxe um rastro de dor e dramas familiares para a região, o estado, o Brasil e o mundo. Famílias foram destruídas pelo vírus, que se espalhou pelo mundo em menos de um ano e meio. E um desses casos, ocorrido, infelizmente, em Parisi (SP), cidade de aproximadamente 2,2 mil habitantes, no noroeste paulista, chama atenção.

Após perderem o pai, Renato Santos, em um acidente de trânsito, há cinco meses, os trigêmeos Felipe, Pedro e Paulo, de cinco anos, também não podem mais contar com a mãe, a tia e a avó. Todas foram vítimas da covid-19.

​​Primeiro, a tia das crianças, Karina Angélica Faria, 33, morreu dia 13 de março. Apenas três dias depois, a mãe das crianças, Ana Paula Faria, 37, também não resistiu à doença. E, por fim, a avó dos trigêmeos, Valentina Paredes Machado, de 66 anos, foi mais uma morte contabilizada pelo vírus na região.

Quem está com a guarda provisória dos trigêmeos é o tio, Douglas Junior Faria Amaral, irmão de Ana Paulo e Karina e filho de Valentina​, que mora em Votuporanga (SP)​. Ele, que é pai de uma menina de um ano e sete meses, ainda tenta entender o que aconteceu.

​”É inexplicável. Quando aconteceu, eu só queria dormir e acordar dias depois, com tudo resolvido. Passei pelos piores dias da minha vida.​ Minha irmã, Karina, foi internada em um dia, oito dias depois eu havia perdido ela, a Ana Paula e minha mãe, Valentina”, disse ao sbtinterior.com. “Minha família sempre acreditou na gravidade da doença, mas não que ela seria tão mortal. A gente sabia que era sério, mas não dessa forma”, diz.

Ao mesmo tempo em que a dor insuportável esteve na família, Douglas conta que também viu o melhor do ser humano nas últimas semanas.

“Fizeram uma campanha, recebemos muitos alimentos para as crianças. Há também uma vaquinha online para eu trocar de carro e pegar um com sete lugares para os meninos. Eu tenho visto o lado bom disso tudo nas pessoas, na solidariedade. Isso tudo faz a gente conseguir enfrentar isso”, relata. “Outro dia, um senhor bateu na minha porta. Ele me disse que era muito pobre, mas queria me dar R$ 9 para ajudar a cuidar das crianças. Um dos meninos me perguntou por que tanta gente assim amam eles. Estamos tentando levar para esse lado, o lado bom”, completou.

Agora, com a guarda provisória das crianças, Douglas diz que já entrou na Justiça para pedir a guarda definitiva dos meninos. “Agora todo o trâmite começa, mas os meninos devem mesmo ficar comigo e com minha esposa”, finalizou.

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