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Filho que encontrou mãe assassinada: “Toquei nela, mas estava gelada”

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Com apenas 19 anos, Luís Eduardo Pucci viveu o pior momento que um jovem pode ter: encontrar a mãe morta. Ele é filho da empresária Karla Pucci (foto em destaque), 47 anos, dona de uma funerária no Paranoá. A mulher estava caída no chão de um dos cômodos da empresa, sem vida.

“Quando entrei, vi ela deitada, mas só o rosto. Cheguei a chamar ‘mãe’, mas ela não respondeu. Foi quando decidi ligar a luz e vi que ela estava sem a roupa de baixo”, narrou o rapaz. “Fiquei desesperado, toquei nela, mas estava gelada. Chequei o pulso, não tinha mais”, contou.

Segundo as investigações, Karla foi morta a pedradas. O crime ocorreu no sábado (22/5), mas só foi descoberto no dia seguinte, quando Luís Eduardo, preocupado com a falta de notícias da mãe, resolveu ir atrás dela.

O suspeito do crime é o companheiro dela, Valdemar Medeiros Sobreira, 46. Ele foi encontrado morto nessa segunda (24), em um hotel na cidade de São Paulo, em circunstâncias que indicam suicídio. O carro usado na fuga estava estacionado em frente ao estabelecimento.

Câmeras de segurança da funerária registraram os momentos antes do assassinato. Imagens do circuito interno do estabelecimento mostram que, no sábado, às 18h32, Valdemar a Karla entraram em um quarto, no interior da própria funerária. Depois de alguns minutos, o homem saiu sem camisa, vestiu um casaco e, às 18h37, foi embora em um Honda Civic. Ele fugiu levando o celular da vítima.Karla Pucci e Valdemar namoraram por cerca de seis meses e moravam juntos. Segundo o delegado-chefe Ricardo Viana, não havia ocorrências de agressão registradas envolvendo o casal. Foi Luís quem chamou a Polícia Militar do Distrito Federal e registrou a ocorrência na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

O velório da empresária será nesta terça-feira (25/5), às 8h30, na Primeira Igreja Batista do Paranoá.

Veja fotos de Karla Pucci:

Karla Pucci, vítima de feminicídio no DF
Karla Pucci, vítima de feminicídio no DF

O filho de Karla não acredita na morte de Sobreira: “Estou receoso, quero ter provas [de que ele morreu], ainda não acredito, uma foto, um certidão de óbito, qualquer coisa. Quero que me prove; se estiver [morto] mesmo fico mais tranquilo”.

O cadáver do suspeito foi encontrado em um hotel pertencente a familiares de Sobreira. Um advogado teria ido visitá-lo e se deparou com o corpo. A morte do homem está sendo investigada pelo 2º Distrito Policial de SP.

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