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Menina de 9 anos morre dormindo três dias após testar positivo para covid

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Logo depois da meia-noite do dia 2 de fevereiro, a pequena Makenzie Gongora, 9 anos, de San Antonio, no Texas, morreu inesperadamente enquanto dormia na própria cama. Segundo o Today Parents, a menina recém tinha sido colocada para dormir pela mãe, Kristle Gongora. Segundo a família, ela havia testado positivo para a covid apenas três dias antes.SAIBA MAIS

Menino de 9 anos morre nos EUA um dia depois de ser diagnosticado com Covid

A tia da menina, Erica Gongora, de Austin, disse que Makenzie se queixou de uma forte dor de cabeça e de estômago durante a aula, no dia 29 de janeiro. Na enfermaria da escola, descobriram que ela estava com febre. Outra tia, Victoria Southworth, 37, de Boonville, Missouri, contou que a mãe da sobrinha a levou ao Brooke Army Medical Center para fazer um teste covid, estreptococo e de gripe. Enquanto os testes de estreptococos e gripe deram negativos, o de covid deu positivo. “Kenzie não tinha problemas respiratórios”, disse ela. “Não havia nada importante acontecendo. Todos os sintomas eram leves”, comentou.

“Os médicos disseram à minha cunhada para levá-la para casa e deixá-la confortável, para monitorar sua febre, e se houver algum outro sintoma grave, para levá-la de volta ao hospital”, lembra Erica. “Ela não estava com falta de ar ou algo parecido”, acrescentou. Ambas as tias disseram que durante o fim de semana, os sintomas de Makenzie ficaram “indo e vindo”, mas, no geral, tudo era administrável e ela estava bem. Já no dia 1º de fevereiro, Erica lembra que a sobrinha começou a reclamar perto da hora de dormir. Ela disse que estava se sentindo muito exausta. Ela foi dormir cedo naquela noite. “Minha cunhada depois a examinou à noite e percebeu que ela não respirava mais”, conta. 

Menina morreu enquanto dormia (Foto: Reprodução/Today)
Menina morreu enquanto dormia (Foto: Reprodução/Today)

As tias disseram que no final do dia toda a família fez testes de covid e o pai e a irmã de 8 anos também testaram positivo. Eles disseram que não tinham conhecimento de quaisquer condições subjacentes que ela pudesse ter, mas sabiam que Makenzie era um pouco pequena para sua idade. Eles ainda aguardam por mais informações sobre a causa da morte da menina. De acordo com as tias, o corpo foi enviado a um laboratório em Dallas, Texas, para ser examinado e fazer autópsia.

Agora, além de tentar controlar sua dor, os pais querem fazer tudo o que puderem para garantir que não percam seu segundo filho para o vírus. “Esperamos que isso nos dê a resposta sobre se a morte teve ou não relação com o vírus”, disse Victoria ao Today. Erica acrescentou: “Só queremos saber se havia algo mais que poderia ter sido feito para salvar a vida dela”. “Os pais de Makenzie seguiram todas as orientações que receberam dos médicos, e os médicos também estão perplexos”, finalizaram.

Mackenzie com os pais (Foto: Reprodução/Today)
Makenzie com os pais (Foto: Reprodução/Today)

CRIANÇAS X COVID

Segundo os pediatras, estudos e dados sobre a doença apontam que são raros os casos graves de covid em crianças. Um estudo realizado em julho pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC), com 582 casos de coronavírus pediátrico em 21 países da Europa, estimou que até 40% das crianças são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas. Entre as que adoecem, os problemas mais comuns são febre (65%), infecções do trato respiratório superior, como tosse e coriza (54%), dor de cabeça (28%) e diarreia (22%). “São sintomas muito parecidos com a doença em adultos. A grande diferença está no número de casos graves. São raros os pacientes infantis que necessitam de internação em comparação aos adultos”, explica Ariel Levy, professor do Departamento de Pediatria da Universidade Nove de Julho (SP).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 20% das crianças que contraem o novo coronavírus precisam de atendimento hospitalar e cerca de 5% usam suporte ventilatório durante a internação. Menos de 0,5% desses pacientes desenvolve a síndrome inflamatória multissistêmica (Sim-P), um quadro que pode estar associado ao coronavírus do qual a comunidade científica ainda tem poucas informações. 

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